Emoções Primárias

1ª Alegria

Vamos começar falando da emoção mais positiva que temos, que é a Alegria. Ela é sempre associada à felicidade, à satisfação e ao prazer, sendo muitas vezes aplicada como sinônimo. Ela surge nos momentos de realização de objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais. Quem não fica alegre com uma promoção no emprego ou um aumento de salário? Ou com o nascimento do tão desejado filho, ou com a compra de sua casa própria ou da conclusão dos estudos? Essa emoção funciona como um estímulo, como um incentivo para as nossas ações, vai nos motivar a perseguir sonhos, alcançar a própria realização, pois no fim de cada jornada, a emoção que surge é plena e genuína: a Alegria. Ela nos move à ação!

É a emoção que sempre queremos sentir, porém nem sempre é possível. Ninguém fica alegre com a perda de um ente querido, porém ao lembrar de situações boas e felizes vividas com este, a Alegria ressurge como se fosse hoje, dando, inclusive, um alento na dor pela qual está passando. Então, embora não possamos sentir alegria o tempo todo, ela é que nos faz seguir diante das adversidades: a Alegria é a luz que nos conduz em nosso caminhar na vida.

2º Tristeza

Agora falaremos sobre o seu contraponto de Alegria, que é a Tristeza. Ninguém quer ficar triste, mas é uma emoção inevitável. Ela é básica ao ser humano. Mas como identificamos a tristeza? Podemos dizer que a tristeza é a ausência de alegria, da mesma forma que a escuridão é a ausência de luz: porém não há escuridão que suporte uma pequena faísca, um fósforo aceso… ela deixa de existir em sua totalidade no momento em que a luz surge. Digo em sua totalidade, pois, ela ainda existe, longe, distante, mas existe. E o mesmo ocorre com a tristeza.

Esta emoção surge quando situações desagradáveis e difíceis se apresentam em nossa vida, como decepções, traumas, perda de alguém próximo (que pode ser morte, separação, longa viagem, algum tipo de privação de contato), problemas financeiros ou mesmo sem uma situação específica aparente (simplesmente, “do nada fiquei triste”) mas que, na verdade, algum evento não identificado inicialmente possa ter sido o gatilho.

A tristeza se caracteriza pela baixa autoestima, sentimentos de solidão, culpa, cansaço, angústia ou dor, que pode ter diversos tipos de intensidade. E isso é normal e, inclusive, saudável. Afinal, como valorizaremos o que é bom sem termos experimentado o que é ruim? Porém, devemos ficar sempre atentos: se esta emoção se perdurar por muito tempo, pode desencadear uma depressão, ou seja, ela deixa de ser saudável no momento em que a tristeza deixa de ser passageira. O autoconhecimento, autovalorização, extrair o positivo de situações difíceis, fazer exercícios físicos, se desafiar, conhecer coisas novas, se ocupar… são ações dentre inúmeras que podemos ter para não nos entregarmos à tristeza.

3º Raiva

Você pode se surpreender, mas a raiva é uma emoção perfeitamente normal e saudável, sabia? Somos ensinados desde pequenos que não podemos ter raiva, por ser algo negativo. Mas o que esta emoção quer nos dizer? A Raiva ocorre quando de alguma forma nos sentimos feridos, ofendidos, ameaçados ou injustiçados.

Pode ser considerada negativa quando perdura, pois quando internalizada, pode dar lugar à depressão e ansiedade. Mas ela também funciona como um mecanismo de proteção, de entendimento para o que está ocorrendo de errado em nossa vida e dessa forma, ela gera um incômodo que faz com que nos movimentemos para mudar esta situação: Ela tem a função de restaurar a nossa integridade, impondo limites à pessoas ou situações que invadiram nosso espaço pessoal e faz com que todos tenham conhecimento do dano que podem causar ou estão causando.

Por isso é importante se conhecer e reconhecer os gatilhos que podem estar gerando a sua raiva, de forma a compreender se isto é seu ou é do outro e assim conseguir trabalhar internamente para manter o seu equilíbrio, mantendo a sua paz interior.

4º Aversão

E quando você tem nojo, repulsa ou necessidade de se afastar de algo ou de alguém? Essa emoção é a Aversão, que ocorre quando você tem uma nítida sensação de desagrado perante àquilo que esta a sua frente.

Pode ser por uma comida, um inseto ou até uma pessoa. É fácil pensarmos quando alguém tem aversão à quiabo, ou à uma barata, porém com pensar aversão a outro ser humano? Isto pode ocorrer por diversos motivos, mas geralmente se dá pelo contato com pessoas que não podemos confiar, como pessoas falsas, pessoas abusivas (tanto fisicamente, quanto emocionalmente). Asco, repugnância, ojeriza são sinônimos, neste caso, de aversão.

Percebemos, desta forma, que nem a aversão pode ser considerada uma emoção negativa, afinal, ela tem por função nos afastar diretamente daquilo que consideramos que nos faz mal. O que temos que refletir de que forma podemos mudar isso, para que possamos viver mais tranquilamente.

5º Medo


O medo é nossa emoção que tem uma função preponderante: autopreservação. É um alerta para um perigo iminente, dando-nos tempo de buscar uma forma de nos protegermos e surte de forma natural e involuntária. Quando estamos diante de um perigo percebido, temos algumas reações corporais, sendo iniciado com o aumento dos níveis de adrenalina no corpo, que desencadeia outras, como o aumento da frequência cardíaca, sudorese e respiração rápida.

O medo nos prepara para uma reação rápida, porém nem todas as pessoas reagem a uma situação que cause medo da mesma forma. Existem pessoas que, diante de uma situação de perigo, paralisam. É uma resposta física ao medo: internamente, a mensagem que se passa é que “se eu for adiante, irei morrer.” Já outras, tem a reação de “Luta e fuga”, conhecida como uma resposta automática para sobrevivência. O exemplo clássico é quando alguém que está em perigo grita “socorro”: muitos não irão ver o que é, mas quando a palavra “socorro” é mudada para “fogo”, a ajuda surge. É a autopreservação. E existem, claro, as pessoas chamadas “viciadas em adrenalina”, que são aquelas que utilizam o medo como força motriz para diversas ações: saltar de paraquedas, fazer rappel, entre outras atividades consideradas perigosas.

Os exemplos citados são os mais comuns em que a emoção MEDO está relacionada. Essa emoção nos move, nos faz refletir o nosso entorno e por muitas vezes ir em frente, buscando nossa própria salvação. Mas como toda emoção, ela também possui um lado negativo: pode ser a base de distúrbios de ansiedade e desencadeamento de fobias. Por isso é importante fazermos o enfrentamento de nossos medos: para que possamos nos conhecer e utilizá-los da melhor maneira para nós mesmos!

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